quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Presente

Escuro e olhos fechados..
Cores e olhos vendados..
Porem abertos..
Ainda escuro pois vendados..
Sem vendas, cores nítidas..
Um sentimento de vazio..
Pois mesmo de cores nítidas a presença é escura..
Com esforço, colore-se a presença,..
Agora o que não deixa ser completo..
É a escuridão dos pensamentos..
Ruídos...
Pensamentos devem ser utilizados..
Mas apenas na hora de serem utilizados..
Que força é esta que te envia pensamentos sem requisições?
A mesma que quer te deixar nas iniciais escuridões..
Sem cores, sem luz, sem olhos, sem sentimentos..
É como não ouvir o som e continuar tocando o instrumento..
Toque de lado esta força estranha..
Exale dos olhos a luz das cores em emoções tamanhas..
Força não te assanhas..
Não te tornes mais domadora de bandos..
Enfim obedecendo,
Eu estou no comando.

Polinizando

Diante de curvas brancas
Saídas são tantas
Que de única semente surgem plantas
Bruxas, feiticeiras e santas
Que espalhem como fluído,
Paz de suas brancas mantas
Fluído tal que como pequenos átomos
Sejam capazes de flutuar nos oxigênios por milenios e milenios
Incapazes de se desfazerem nem com suplicio de tres desejos de gênios ingenuos
E que possa florir os campos internos com amores fantasiados de premios

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Saudade da Rotina

Cade a rotina que me impertinava?
Me perseguia e agora me abandonara
Me chateava e acorrentava
Agora desaparece em meio a maré braba

Nunca ei de imaginar sentir tanta ausencia
É preciso alguns goles de paciencia
Se a cada descida à rua é uma nova experiência..

Me impertine novamente rotina
Me preencha de descanço e mesmice
Me isole de tantas maluquices e crendices

Meu cerebro e corpo não mais se fingem de morto
Sou mais um desaparecido e desapercebido louco

Caminhando em meio a novidades
Pensando alem das normalidades

Nem meus pensamentos mais eu conheço
Quero a rotina da terra prometida que eu mereço
Da cidade que foi meu berço
Se não desse prédio eu não mais desco.